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EU VOCÊ E JAMES, JUNTOS NO YOU TUB


Há um ano comecei a formatar um blog que, na verdade, nem eu sabia ao certo o que pretendia e nem como seria esse “filho”, já que existiam muitos blogs falando com propriedade sobre Parkinson. Resultado: coloquei em "stand by". Queria colocar as idéias no lugar e aguardar uma inspiração.

Por que o nome EU, VOCÊ E JAMES?

EU: podemos falar dos nossos sonhos, aspirações, de receitas, atualidades, alegrias e tristezas, e variedades diversas.
VOCÊ: é a principal razão da existência do blog. É quem vai ajudar na construção e divulgação do espaço que vai ser seu. O espaço é livre.
JAMES: Vixe... Esse aí não é fácil. Como já disse acima, existem muitos blogs que tratam do assunto com competência científica e isso é muito bom. A proposta é que seja uma abordagem bem suave, com humor, pois necessitamos muito de diversão e alegria. Não podemos nos envolver apenas com os aspectos fisiológicos do Parkinson. Vamos tratar do tema com leveza.

Com o Sr. James aprendi, além de outras coisas:
- Ter calma, já que os nervos são o principal fator de problemas para nós;
- Ter sempre um projeto de vida para se apaixonar: como dizia Chico Xavier, estar apaixonado por um projeto faz com que Deus nos dê mais tempo de vida;
- Me movimentar mais, lembrando do sábio Almir Sater na música Tocando em Frente: “Ando devagar porque já tive pressa...”.

E com minha amiga Dalva Molnar aprendi muitas coisas, inclusive que temos muito TA...LEN...TO.

Este blog está trocando de roupa- AGUARDE: EM BREVE NOSSO CLOSET ESTARÁ COMPLETO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quando você deve começar a terapia medicamentosa para a doença de Parkinson?

Publicado por Hugo. Blog Doença de Parkinson

 2013/01/03 - Uma das perguntas mais comuns que recebemos, tanto no fórum National Parkinson Foundation Ask the Doctor, e na Hot Line 1-800-4PD-INFO é "quando devo começar os medicamentos para a doença de meu Parkinson." Este mês a coluna “o que está quente em DP” incidirá sobre esta questão simples, mas extremamente importante.

O fator mais importante na iniciação dos medicamentos para um paciente individual é se os sintomas do Parkinson estão afetando a qualidade de vida, ou, alternativamente, se os sintomas estão afetando o desempenho do trabalho. Sintomas de Parkinson incômodos geralmente incluem questões motoras (tremor, rigidez, lentidão, andar e problemas de equilíbrio), e / ou questões não-motoras (depressão, ansiedade, disfunção sexual, outras questões). A maioria dos especialistas concorda que não há nenhum benefício em adiar a terapia medicamentosa se os sintomas incômodos aparecem, e pode haver riscos no atraso do tratamento, especialmente se resultar em instabilidade, quedas e fraturas.

Ao longo dos últimos 10-20 anos, o pensamento evoluiu sobre quando e como iniciar a terapia medicamentosa para a doença de Parkinson inicial. A maioria dos especialistas concorda que a dosagem da medicação e a periodicidade devem ser cuidadosamente monitorizados de forma a maximizar o controle dos sintomas potencialmente relacionados ao Parkinson. A recomendação de que os pacientes devam ser iniciados em agonistas da dopamina em vez de levodopa (Sinemet) desapareceu na última década, especialmente com o surgimento de transtornos do controle de impulsos por agonistas da dopamina e outros efeitos colaterais associados.

O melhor conselho que podemos oferecer aos pacientes com doença de Parkinson é não temer o tratamento, e especialmente não temer a terapêutica dopaminérgica. Sinemet e outras terapias de Parkinson não foram demonstrados como sendo tóxicos ou que acelerem a progressão da doença. Os dopaminergicos nunca "param de trabalhar", no entanto, podem precisar de ajuste ao longo do tempo. Se os sintomas da doença de Parkinson estão afetando a qualidade de vida, o desempenho no trabalho, ou se existe um risco de queda, o tratamento deve ser iniciado. Muitos profissionais vão começar com uma droga MAO-B (selegilina, rasagilina, selegilina solúvel, outros), mas os doentes de Parkinson devem estar cientes de que os efeitos sintomáticos da MAO-B são extremamente leves. É, de fato, rara a permanência nesta droga sem aquelas especificamente para Parkinson por qualquer período de tempo significativo. Agonistas de dopamina (ropinerole, o pramipexol, cabergolina, rotigotina, outros) e levodopa (Sinemet, Madopar) são ambos excelentes opções para a terapia da doença de Parkinson precoce. A escolha do agente deve, no entanto, considerar a visão médica abrangente do indivíduo (idade, co-morbidades, tipos de sintomas, história de doenças neurológicas / questões psiquiátricas) e a terapia nunca deve ser visto como uma "one size fits all" (n.t.: uma receita serve para todos). Finalmente, os pacientes devem lembrar que, se problemas de ansiedade, depressão e outros persistirem após o tratamento dopaminérgico, em seguida, a terapia antidepressiva também deve ser garantida.

Outras drogas, tais como a amantadina podem ser utilizadas no início da terapia da doença de Parkinson, no entanto a maioria dos médicos reserva a amantadina para o tratamento da discinesia que pode ou não ocorrer no curso da doença mais tardio. Os pacientes devem ter em mente que o exercício é como uma droga, e que a rotina diária é muitas vezes um grande suplemento a qualquer regime de medicação. Muitos profissionais esperam utilizar a terapia física, terapia ocupacional, terapia da fala na doença mais tarde, no entanto estas modalidades muitas vezes podem ser tratamentos poderosos quando empregados no início da doença. Finalmente, todos os pacientes com doença de Parkinson devem ter um clínico geral e um dermatologista envolvidos em seus cuidados. A razão para envolver "outros médicos" é porque com o tratamento de Parkinson adequado, eles serão muito mais propensos a encontrar dificuldades com outras doenças médicas (doenças do coração, câncer de próstata, câncer de mama, melanoma, etc). Melanoma ocorre mais freqüentemente em populações com doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: National Parkinson Foundation.
2013/01/03 - Uma das perguntas mais comuns que recebemos, tanto no fórum National Parkinson Foundation Ask the Doctor, e na Hot Line 1-800-4PD-INFO é "quando devo começar os medicamentos para a doença de meu Parkinson." Este mês a coluna “o que está quente em DP” incidirá sobre esta questão simples, mas extremamente importante.

O fator mais importante na iniciação dos medicamentos para um paciente individual é se os sintomas do Parkinson estão afetando a qualidade de vida, ou, alternativamente, se os sintomas estão afetando o desempenho do trabalho. Sintomas de Parkinson incômodos geralmente incluem questões motoras (tremor, rigidez, lentidão, andar e problemas de equilíbrio), e / ou questões não-motoras (depressão, ansiedade, disfunção sexual, outras questões). A maioria dos especialistas concorda que não há nenhum benefício em adiar a terapia medicamentosa se os sintomas incômodos aparecem, e pode haver riscos no atraso do tratamento, especialmente se resultar em instabilidade, quedas e fraturas.

Ao longo dos últimos 10-20 anos, o pensamento evoluiu sobre quando e como iniciar a terapia medicamentosa para a doença de Parkinson inicial. A maioria dos especialistas concorda que a dosagem da medicação e a periodicidade devem ser cuidadosamente monitorizados de forma a maximizar o controle dos sintomas potencialmente relacionados ao Parkinson. A recomendação de que os pacientes devam ser iniciados em agonistas da dopamina em vez de levodopa (Sinemet) desapareceu na última década, especialmente com o surgimento de transtornos do controle de impulsos por agonistas da dopamina e outros efeitos colaterais associados.

O melhor conselho que podemos oferecer aos pacientes com doença de Parkinson é não temer o tratamento, e especialmente não temer a terapêutica dopaminérgica. Sinemet e outras terapias de Parkinson não foram demonstrados como sendo tóxicos ou que acelerem a progressão da doença. Os dopaminergicos nunca "param de trabalhar", no entanto, podem precisar de ajuste ao longo do tempo. Se os sintomas da doença de Parkinson estão afetando a qualidade de vida, o desempenho no trabalho, ou se existe um risco de queda, o tratamento deve ser iniciado. Muitos profissionais vão começar com uma droga MAO-B (selegilina, rasagilina, selegilina solúvel, outros), mas os doentes de Parkinson devem estar cientes de que os efeitos sintomáticos da MAO-B são extremamente leves. É, de fato, rara a permanência nesta droga sem aquelas especificamente para Parkinson por qualquer período de tempo significativo. Agonistas de dopamina (ropinerole, o pramipexol, cabergolina, rotigotina, outros) e levodopa (Sinemet, Madopar) são ambos excelentes opções para a terapia da doença de Parkinson precoce. A escolha do agente deve, no entanto, considerar a visão médica abrangente do indivíduo (idade, co-morbidades, tipos de sintomas, história de doenças neurológicas / questões psiquiátricas) e a terapia nunca deve ser visto como uma "one size fits all" (n.t.: uma receita serve para todos). Finalmente, os pacientes devem lembrar que, se problemas de ansiedade, depressão e outros persistirem após o tratamento dopaminérgico, em seguida, a terapia antidepressiva também deve ser garantida.

Outras drogas, tais como a amantadina podem ser utilizadas no início da terapia da doença de Parkinson, no entanto a maioria dos médicos reserva a amantadina para o tratamento da discinesia que pode ou não ocorrer no curso da doença mais tardio. Os pacientes devem ter em mente que o exercício é como uma droga, e que a rotina diária é muitas vezes um grande suplemento a qualquer regime de medicação. Muitos profissionais esperam utilizar a terapia física, terapia ocupacional, terapia da fala na doença mais tarde, no entanto estas modalidades muitas vezes podem ser tratamentos poderosos quando empregados no início da doença. Finalmente, todos os pacientes com doença de Parkinson devem ter um clínico geral e um dermatologista envolvidos em seus cuidados. A razão para envolver "outros médicos" é porque com o tratamento de Parkinson adequado, eles serão muito mais propensos a encontrar dificuldades com outras doenças médicas (doenças do coração, câncer de próstata, câncer de mama, melanoma, etc). Melanoma ocorre mais freqüentemente em populações com doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: National Parkinson Foundation

2013

Quero desejar para todos, mais uma vez, um 2013 cheio de alegrias e tudo que temos direito.
 Para começar o ano bem, vou viajar para Recife, curtir um pouco o sol pois, do dia 23 de dezembro a 01 de  Janeiro, fui com minha família para a praia de Bombinhas, no estado de Santa Catarina. Como perdi minha máquina fotográfica, restaram poucas fotos tiradas através do celular. Fui atrás do sol e ele se escondeu de mim. Pegamos uma chuvinha sincera. Porém, deu para aproveitar e conhecer a região, que é linda. O mar entre as montanhas. É muito diferente, pois as praias do Nordeste são bem peculiares à região. Mar aberto, muitos coqueiros, uma curvinha ali, outra acolá, dunas de areia, muito bonitas também. A vantagem do nosso Brasil é a diversidade. Isso também faz a diferença.
   Eu estou bem. O Sr.Parkinson tem me dado uma trégua há um bom tempo. Acredito que seja minha alegria de viver, maneira de encarar a vida influi muito no meu bem estar. Como é uma doença degenerativa, tenho algumas dificuldades, bem como me virar  quando estou deitada, me agachar ou sentar numa rede, por exemplo, é difícil levantar. São os ossos do ofício. Creio muito na força da música dentro de nós operando uma transformação, alegria.

 
Estar com amigos. Outra coisa boa.
 
 
Contemplar a natureza.
 
Sorrir e ter alegria. Isso muda tudo.
 
 
Boa alimentação
 
 
 
Viajar .
Esse  é o meu modo de viver. Tem surtido efeito. Temos que dividir e somar experiências. Se os  Parkinsonianos do mundo trocassem mais experiências, quem sabe... tudo seria melhor. Não esquecer o horário dos remédios e exercícios, caminhadas etc.....
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Imagens mostram danos progressivos causados pelo mal de Parkinson

or James Gorman- The New York Times News Service/Syndicate

Imagens mostram danos progressivos causados pelo mal de Parkinson

Pela primeira vez, anunciaram pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), imagens do cérebro de pacientes revelaram os danos progressivos que o mal de Parkinson provoca em duas pequenas estruturas profundas do cérebro.

 

 


MSN
Pela primeira vez, anunciaram pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), imagens do cérebro de pacientes revelaram os danos progressivos que o mal de Parkinson provoca em duas pequenas estruturas profundas do cérebro.
A nova técnica confirma algumas ideias ligadas ao progresso global da doença no cérebro. Mas os efeitos do Parkinson variam entre os pacientes, segundo os pesquisadores, e no futuro, o refinamento das imagens pode ajudar os médicos a monitorarem como a doença está afetando pessoas diferentes, ajustando o tratamento de acordo com as especificidades de cada uma.
Os sintomas externos e o progresso do mal de Parkinson – tremores, rigidez, fraqueza – são bem conhecidos desde que James Parkinson os descreveu pela primeira vez em 1817. Mas de documentar o progresso da doença no cérebro tem sido mais difícil.
Algumas das estruturas afetadas pela doença são posicionadas em um local tão profundo no cérebro que, mesmo com os avanços da imagiologia cerebral, vê-las claramente era extremamente difícil. Uma importante hipótese recente sobre como a doença progride foi baseada nos exames do cérebro de pacientes que morreram.
Um grupo de cientistas do MIT e do Hospital Geral de Massachusetts, porém, acaba de anunciar que elaborou uma maneira de combinar quatro tipos diferentes de ressonância magnética para obter imagens nítidas dos danos causados a duas estruturas cerebrais de pessoas que vivem com Parkinson. Ao fazer isso, eles confirmaram parte da hipótese levantada recentemente, que diz que a doença atinge, em primeiro lugar, uma área envolvida no movimento, progredindo depois para uma parte superior do cérebro, mais relacionada à memória e à atenção.
Suzanne Corkin, professora emérita de neurociência comportamental do MIT e autora sênior do estudo publicado na Internet na segunda-feira pelo periódico Archives of Neurology, disse que esse desenvolvimento decorre da hipótese apresentada em 2003 por Heiko Braak, neurocientista alemão, com base em autópsias.
Contudo, segundo ela, por causa das limitações das imagens do cérebro, 'não havia como testar isso em pacientes vivos'.
Segundo David A. Ziegler, que era pesquisador do MIT quando a pesquisa foi feita e agora é pesquisador de pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em São Francisco, o estudo, realizado com 29 pacientes que sofriam do mal de Parkinson e 27 pacientes saudáveis com aproximadamente a mesma idade, mostrou que a 'substantia nigra', do tamanho de um amendoim, perdia volume primeiro, e outra estrutura, chamada de prosencéfalo basal, envolvida na memória e atenção, era atingida mais tarde.
Glenda Halliday, neurocientista da Pesquisa em Neurociência da Austrália e da Universidade de Nova Gales do Sul, que não esteve envolvida no estudo, disse que o artigo confirma 'a progressão da degeneração em duas importantes regiões do cérebro afetadas em pessoas com Parkinson'.
Corkin, Ziegler e seus colegas desenvolveram uma maneira de usar quatro variedades diferentes de ressonância magnética – cada uma com configurações diferentes na mesma máquina – para chegar a quatro imagens diferentes, que poderiam ser usadas para formar uma imagem que mostrava estruturas profundas do cérebro, como a 'substantia nigra', muito conhecida por ser importante no desenvolvimento do mal de Parkinson.
A doença mata as células do cérebro, encolhendo as partes do cérebro que afeta, e o estudo comparativo mostrou que a redução no tamanho da 'substantia nigra' ocorre em pessoas que estão na fase inicial do mal de Parkinson, em comparação com o grupo de indivíduos saudáveis.
Não se verificou redução no tamanho do prosencéfalo basal em tais pacientes na fase inicial, em comparação com o grupo de indivíduos saudáveis, mas ela se mostrou evidente na fase posterior.
'Estamos trabalhando nesse projeto em nosso laboratório há anos', disse Corkin.
A etapa seguinte, já em curso, deve correlacionar danos causados a estruturas específicas do cérebro e a manifestação de sintomas.
O mal de Parkinson, segundo ela, é uma doença que apresenta os mesmos contornos gerais de desenvolvimento na maioria dos pacientes, mas com variações consideráveis. A demência pode se manifestar cedo ou mesmo não se manifestar. A técnica de ressonância magnética descrita no documento, segundo ela, deve ajudar a desvendar o que está acontecendo no cérebro em subgrupos de pacientes de Parkinson que apresentam sintomas diferentes, o que pode influenciar o tratamento.
Uma diferença importante entre as duas estruturas cerebrais é que os danos causados à 'substantia nigra' diminuem a produção do neurotransmissor dopamina, enquanto que a diminuição do prosencéfalo basal reduz a produção de uma substância diferente, a acetilcolina.
A pesquisa é apenas um passo, disse Ziegler.
Uma das 'grandes questões pendentes', disse ele, é se todos os pacientes, acabarão desenvolvendo demência.
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