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EU VOCÊ E JAMES, JUNTOS NO YOU TUB


Há um ano comecei a formatar um blog que, na verdade, nem eu sabia ao certo o que pretendia e nem como seria esse “filho”, já que existiam muitos blogs falando com propriedade sobre Parkinson. Resultado: coloquei em "stand by". Queria colocar as idéias no lugar e aguardar uma inspiração.

Por que o nome EU, VOCÊ E JAMES?

EU: podemos falar dos nossos sonhos, aspirações, de receitas, atualidades, alegrias e tristezas, e variedades diversas.
VOCÊ: é a principal razão da existência do blog. É quem vai ajudar na construção e divulgação do espaço que vai ser seu. O espaço é livre.
JAMES: Vixe... Esse aí não é fácil. Como já disse acima, existem muitos blogs que tratam do assunto com competência científica e isso é muito bom. A proposta é que seja uma abordagem bem suave, com humor, pois necessitamos muito de diversão e alegria. Não podemos nos envolver apenas com os aspectos fisiológicos do Parkinson. Vamos tratar do tema com leveza.

Com o Sr. James aprendi, além de outras coisas:
- Ter calma, já que os nervos são o principal fator de problemas para nós;
- Ter sempre um projeto de vida para se apaixonar: como dizia Chico Xavier, estar apaixonado por um projeto faz com que Deus nos dê mais tempo de vida;
- Me movimentar mais, lembrando do sábio Almir Sater na música Tocando em Frente: “Ando devagar porque já tive pressa...”.

E com minha amiga Dalva Molnar aprendi muitas coisas, inclusive que temos muito TA...LEN...TO.

Este blog está trocando de roupa- AGUARDE: EM BREVE NOSSO CLOSET ESTARÁ COMPLETO

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

'Regulação da maconha medicinal reduziria danos', diz Fernando Henrique

JAMIL CHADE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder da Comissão Global de Políticas sobre Drogas, defende o uso da maconha para fins medicinais, desde que governos adotem políticas de regulação e os efeitos científicos sejam comprovados. Nesta semana, ele levou o debate pela primeira vez ao Leste Europeu e apontou para a crise que a região enfrenta. Em Varsóvia, na Polônia, reuniu ex-chefes de governo, especialistas e empresários para debater modelos que possam fazer avançar sua constatação de que a guerra contra as drogas fracassou e novas estratégias precisam ser encontradas. A seguir, trechos da entrevista de FHC ao Estado.
Para FHC, guerra contra as drogas fracassou - Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão
Para FHC, guerra contra as drogas fracassou

Qual a situação das drogas no Leste Europeu?

Além da violência, existe forte crise de saúde pública e abuso de direitos humanos. O problema central é o consumo de drogas injetáveis - heroína - e sua relação com a pandemia de HIV. Na Rússia e em outros países da região, a epidemia de HIV continua crescendo. Hoje, 1 em cada 100 adultos é HIV positivo na Rússia e 80% dos novos casos estão ligados ao uso de drogas injetáveis ou sexo com parceiros que usam drogas. E faltam políticas amplas de redução de danos e tratamento.
A ONU constata que o Brasil tem se transformado em plataforma da passagem da droga entre Andes e Europa. O governo atua de forma suficiente? Como frear esse uso do território nacional?
Isso não é novo. O Brasil, além de ter se tornado um grande consumidor, é um país de trânsito de drogas. A maioria dos países tem se preocupado com suas fronteiras e investido em inteligência, mas temos visto que o foco excessivo na redução da oferta não resolve o problema das drogas. Enquanto houver demanda, os traficantes darão um jeito de fornecer as drogas. Por isso defendemos uma estratégia mais equilibrada, que possa reduzir os danos.
O sr. é a favor de liberar maconha para uso medicinal? A comissão tem uma posição sobre isso?
Hoje, 17 Estados norte-americanos e países como Holanda e Israel têm programas de fornecimento de maconha medicinal para pacientes com esclerose múltipla, ansiedade e efeitos colaterais como náuseas e perda de peso causadas por quimioterapia e tratamentos para HIV. Os mais modernos estudos demonstram que drogas lícitas como álcool e tabaco causam mais danos à saúde que maconha. A recomendação é que os governos experimentem com modelos de regulação da maconha para reduzir os danos sociais de sua proibição e permitir o acesso ao medicamento nos casos clínicos comprovados.
Que impacto teria a regulação?
A regulação corta o vínculo entre traficantes e consumidores e facilita o acesso a tratamento para os que necessitam. Regular não é liberar, mas criar controles e restrições sobre a produção, comércio e consumo de uma substância, para desencorajar e controlar de fato esse mercado, que hoje está nas mãos de organizações criminosas. A espetacular redução no consumo de tabaco na Europa e na América mostra que prevenção e regulação são mais eficientes que proibição e punição.
Fonte: O Estado de S. PAULO

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hospital das Clínicas lança programa com modelo de prato saudável



Um programa de alimentação saudável, lúdico e de fácil compreensão, foi lançado nesta quarta pelo Hospital das Clínicas da USP e pelo InCor (Instituto do Coração).
O projeto batizado de Meu Prato Saudável tem o objetivo de ensinar as pessoas a fazer escolhas melhores e em porções do tamanho ideal.
"Fizemos uma tradução da pirâmide alimentar com fotos de pratos balanceados", explica Mitsue Isosaki, diretora técnica do serviço de nutrição e dietética do InCor.
Metade do "prato saudável" deve ser repleta de salada e verduras cozidas. A outra deve ser preenchida com uma porção de proteínas (um bife ou filé de frango, por exemplo), carboidratos (arroz, batata ou massas) e proteína vegetal (feijão, grão-de-bico, soja ou lentilha). A ideia é usar alimentos comuns na mesa do brasileiro.
O programa foi apresentado na estação Sé do metrô.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Usuário do metrô brinca com jogo do prato saudável na Sé
Usuário do metrô brinca com jogo do prato saudável na Sé
Quem passava por lá podia usar jogos em tablets para montar um prato ideal. Alimentos de resina foram usados por nutricionistas para mostrar o tamanho das porções. Também foram distribuídas cartilhas com receitas.
A estratégia de divulgação conta ainda com um site (www.meupratosaudavel.com.br), aplicativos para celular e redes sociais.
O objetivo é expandir o Meu Prato Saudável para todo o país -nos próximos anos, ele será implantado no Rio e em Minas Gerais.
Há ainda um filhote do programa, o Meu Pratinho Saudável, dirigido às crianças de até 12 anos e que deverá ser levado às escolas por meio de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação.
O programa lembra o My Plate, lançado pelo governo dos EUA em 2011. Mas, em vez da divisão por cores, o prato brasileiro usa fotos dos alimentos para facilitar a compreensão, segundo Isosaki.
MARIANA VERSOLATO--Folhaonline.com

Estudo da UFMG aponta terapia que diminui proliferação de células de câncer


Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveram uma forma de terapia gênica que "aprisiona" o cálcio do núcleo das células cancerosas, diminuindo a taxa de proliferação delas. A novidade é que quando essa técnica é associada à radioterapia, ela aumenta a eficácia do tratamento com radiação, permitindo o uso de apenas metade da dosagem normalmente necessária e diminuindo a reincidência da doença.
Essa pesquisa, ainda em fase pré-clínica (ou seja, antes do teste em doentes humanos), tem o potencial para promover tratamentos mais efetivos para os cânceres de cabeça e pescoço.
A pesquisa foi publicada na revista científica de livre acesso "Journal of Cancer Sciences & Therapy".
"Foi surpreendente conseguir desenvolver um sistema de irradiação in vitro que se aproxima ao máximo do protocolo de radioterapia utilizado em pacientes", disse à Folhaa principal autora do estudo, a doutoranda Lídia Andrade.
Para Maria de Fátima Leite, orientadora de Lídia e coautora do estudo, "a grande descoberta dessa pesquisa é que o tamponamento do cálcio no núcleo da célula, associado à radioterapia, mostra-se mais eficiente do que a radioterapia ministrada isoladamente".
APRISIONANDO CÁLCIO
Em seus testes in vitro, os pesquisadores inocularam com vírus modificados geneticamente culturas de um tipo de células tumorais de pele conhecidas pela tendência a desenvolverem resistência à radioterapia. Esse vetor viral carregava a receita de uma proteína que "aprisiona" o cálcio presente no interior do retículo nucleoplasmático.
Essa organela se encontra dentro no núcleo da célula e é responsável pelo armazenamento e liberação de cálcio. A identificação dessa função foi feita em 2003 pela coautora Maria de Fátima Leite em parceria com pesquisadores americanos.
Depois de quase dez anos da descoberta dessa organela nuclear, Maria de Fática Leite diz que "é com imensa alegria que meu grupo de pesquisa e eu estamos presenciando esta possibilidade real de aplicação direta de dados de pesquisa básica em biologia celular para a saúde das pessoas".
O cálcio age como um sinalizador no núcleo, principalmente promovendo a divisão celular. Com menos cálcio agindo, o crescimento tumoral é diminuído.
CÉLULAS NO RAIO-X
Os pesquisadores submeteram as culturas experimentais ao procedimento de radioterapia desenvolvido por eles, que mimetiza ao máximo o protocolo diário de tratamento de radioterapia para os casos de câncer de cabeça e pescoço. Eles viram que, em uma semana de irradiação, a combinação de ambas as terapias, genética e radiológica, é melhor do que cada uma delas em separado.
"Percebemos que o tamponamento utilizado como adjuvante da radioterapia não só reduz a quantidade de células tumorais mas também a dosagem de radioterapia necessária", relata Lídia Andrade. Com isso, é possível reduzir os efeitos colaterais da radioterapia.
Para Rafael Bento Soares, doutor em biotecnologia pela USP, a coisa mais interessante da pesquisa é o método desenvolvido para mimetizar o tratamento normal de radioterapia. "Isso pode possibilitar um maior avanço para testar o efeito da radiação em combinação com outras terapias para outros tipos de doenças", disse ele à Folha.
Até então, os pesquisadores trabalhando com radiação em culturas de célula usam um modelo que não reflete a situação real do paciente na radioterapia. Segundo Fátima Leite, o método elaborado por Lídia Andrade é muito simples. "Ela o padronizou cuidadosamente criando um protocolo que realmente mimetiza uma radioterapia e pode ser usado por qualquer pesquisador do mundo", afirmou.
Causado pelo tabagismo crônico, consumo de álcool e até vírus HPV tipo 16, o câncer de cabeça e pescoço está em oitavo no ranking mundial dos cânceres que mais matam. Pelo fato de os homens fumarem e beberem mais e irem menos ao dentista, eles são os mais acometidos pela doença, que atinge as regiões do lábio, língua, glândulas salivares e céu da boca.
Fonte-Folha,com Equilíbrio e Saúde