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EU VOCÊ E JAMES, JUNTOS NO YOU TUB


Há um ano comecei a formatar um blog que, na verdade, nem eu sabia ao certo o que pretendia e nem como seria esse “filho”, já que existiam muitos blogs falando com propriedade sobre Parkinson. Resultado: coloquei em "stand by". Queria colocar as idéias no lugar e aguardar uma inspiração.

Por que o nome EU, VOCÊ E JAMES?

EU: podemos falar dos nossos sonhos, aspirações, de receitas, atualidades, alegrias e tristezas, e variedades diversas.
VOCÊ: é a principal razão da existência do blog. É quem vai ajudar na construção e divulgação do espaço que vai ser seu. O espaço é livre.
JAMES: Vixe... Esse aí não é fácil. Como já disse acima, existem muitos blogs que tratam do assunto com competência científica e isso é muito bom. A proposta é que seja uma abordagem bem suave, com humor, pois necessitamos muito de diversão e alegria. Não podemos nos envolver apenas com os aspectos fisiológicos do Parkinson. Vamos tratar do tema com leveza.

Com o Sr. James aprendi, além de outras coisas:
- Ter calma, já que os nervos são o principal fator de problemas para nós;
- Ter sempre um projeto de vida para se apaixonar: como dizia Chico Xavier, estar apaixonado por um projeto faz com que Deus nos dê mais tempo de vida;
- Me movimentar mais, lembrando do sábio Almir Sater na música Tocando em Frente: “Ando devagar porque já tive pressa...”.

E com minha amiga Dalva Molnar aprendi muitas coisas, inclusive que temos muito TA...LEN...TO.

Este blog está trocando de roupa- AGUARDE: EM BREVE NOSSO CLOSET ESTARÁ COMPLETO

quinta-feira, 24 de novembro de 2011



17/11/2011
às 20:29 \ Sem categoria

Mais um passo

Células- tronco embrionárias humanas formam neurônios produtores de dopamina em modelos de Parkinsanimais on
Com o envelhecimento da população a incidência de doenças da “maior idade”- ou melhor idade- vem aumentando substancialmente. A doença de Parkinson (DP) é uma delas. Segundo estimativas, nos Estados Unidos há 1 milhão de pessoas vítimas dessa doença – embora esses dados não sejam conhecidos com precisão para a nossa população. A idade de início geralmente se dá após os 50 anos, mas cerca de 5% das pessoas com DP tem menos de 40 anos. A DP é causada pela morte dos neurônios dopaminérgicos (ND), produtores de dopamina. Uma pesquisa recente coordenada pelo Dr. Lorens Studer, com células-tronco embrionárias (publicada na revista Nature de novembro) revela um avanço muito importante.
Quais são as consequências da perda dos neurônios dopaminérgicos?

A morte das células nervosas produtoras de dopamina ou neurônios dopaminérgicos localizadas em uma região do cérebro chamada de substantia nigra causa tremores, rigidez, lentidão de movimentos que caracterizam a DP. Alguns pacientes também apresentam cansaço, dor e depressão que podem piorar com a progressão da doença. Os tratamentos atuais são drogas que aumentam os níveis de dopamina. Em alguns pacientes são implantados eletrodos no cérebro que transmitem impulsos elétricos para aliviar as dificuldades de movimento. Entretanto todos esses procedimentos têm uma eficiência limitada e, portanto, a busca de tratamentos efetivos tem sido objeto de muitas pesquisas.
Os avanços com as células-tronco
Células-tronco embrionárias (CTE) ou pluripotentes têm sido objeto de muitas pesquisas científicas por terem o potencial de diferenciar-se em qualquer tecido e serem uma fonte promissora em medicina regenerativa de doenças que comprometem neurônios ou células nervosas. É o caso da doença de Parkinson. Já foi possível demonstrar in vitro – no laboratório – que CTE conseguem se diferenciar em ND, mas com uma eficiência limitada. Uma pesquisa recente, publicada na revista Nature ( 6 de novembro), coordenada pelo cientista Lorens Studer em Nova York (The Memorial Sloan-Kettering Cancer Centre) mostram resultados promissores usando uma nova estratégia para obter neurônios dopaminérgicos a partir de CTE. Essas células conseguiram ter uma longa sobrevida ao serem enxertadas no cérebro de camundongos, ratos e macacos com DP e melhorar o quadro clínico de camundongos e ratos com DP. Trata-se de mais um grande passo.
Um dos grandes desafios é produzir a célula certa
De acordo com os cientistas responsáveis por essa nova pesquisa coordenada pelo Dr. Studer, as células que haviam sido obtidas no passado produziam alguma dopamina, mas não o suficiente. Os efeitos clínicos em modelos animais eram limitados. Não se conheciam quais eram os sinais ou os segredos para induzir os neurônios derivados de CTE a serem eficientes neurônios dopaminérgicos. De acordo com esse novo estudo, os pesquisadores descobriram qual era o segredo, quais eram as moléculas responsáveis por dar o sinal certo para as células se diferenciarem em neurônios produtores de grande quantidade de dopamina.
O próximo passo eram os experimentos in vivo”
Uma vez obtidos os ND – o próximo passo era observar seu efeito em modelos animais, in vivo”. Para isso transplantaram essas células em camundongos e ratos nos quais havia sido induzida a DP. Nos dois modelos observaram que os ND obtidos no laboratório enxertaram-se no cérebro dos animais, permanecendo ali de maneira estável um longo tempo após o transplante. E a outra boa notícia é que os animais apresentaram melhora clínica.
Qual era o outro desafio?
O próximo desafio era conseguir obter essas células em grandes quantidades, uma condição indispensável se quisermos fazer terapias em humanos. E esse foi mais um importante resultado desse grupo. Eles conseguiram cultivar e obter quantidades suficientes para injetar no cérebro de dois macacos (macacos Rhesus), também com DP adquirida. Para poder localizar as células depois do enxerto elas foram marcadas com uma proteína fluorescente (GFP). Um mês depois do transplante, lá estavam elas, para felicidade dos cientistas e, é claro, de todos aqueles que torcem pelo sucesso dessas pesquisas.
Em resumo
A grande novidade desse trabalho é que os pesquisadores aparentemente descobriram a fórmula para produzir neurônios dopaminérgicos eficientes, mostraram que essas células permanecem no cérebro dos animais injetados um longo tempo depois do transplante e melhoram o quadro clínico em camundongos e ratos com doença de Parkinson induzida. Além disso, não houve formação de tumores ou aumento de crescimento neuronal nos três modelos animais injetados. Ainda serão necessárias novas pesquisas antes de iniciar-se ensaios clínicos em seres humanos. Mas certamente foi dado mais um passo muito importante. Além disso elas mostram – mais uma vez – a importância da luta para poder aprovar as pesquisas com CTE. Os resultados começam a aparecer.
Por Mayana Zatz

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