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EU VOCÊ E JAMES, JUNTOS NO YOU TUB


Há um ano comecei a formatar um blog que, na verdade, nem eu sabia ao certo o que pretendia e nem como seria esse “filho”, já que existiam muitos blogs falando com propriedade sobre Parkinson. Resultado: coloquei em "stand by". Queria colocar as idéias no lugar e aguardar uma inspiração.

Por que o nome EU, VOCÊ E JAMES?

EU: podemos falar dos nossos sonhos, aspirações, de receitas, atualidades, alegrias e tristezas, e variedades diversas.
VOCÊ: é a principal razão da existência do blog. É quem vai ajudar na construção e divulgação do espaço que vai ser seu. O espaço é livre.
JAMES: Vixe... Esse aí não é fácil. Como já disse acima, existem muitos blogs que tratam do assunto com competência científica e isso é muito bom. A proposta é que seja uma abordagem bem suave, com humor, pois necessitamos muito de diversão e alegria. Não podemos nos envolver apenas com os aspectos fisiológicos do Parkinson. Vamos tratar do tema com leveza.

Com o Sr. James aprendi, além de outras coisas:
- Ter calma, já que os nervos são o principal fator de problemas para nós;
- Ter sempre um projeto de vida para se apaixonar: como dizia Chico Xavier, estar apaixonado por um projeto faz com que Deus nos dê mais tempo de vida;
- Me movimentar mais, lembrando do sábio Almir Sater na música Tocando em Frente: “Ando devagar porque já tive pressa...”.

E com minha amiga Dalva Molnar aprendi muitas coisas, inclusive que temos muito TA...LEN...TO.

Este blog está trocando de roupa- AGUARDE: EM BREVE NOSSO CLOSET ESTARÁ COMPLETO

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Miguel Nicolelis fala sobre cérebro

'Entendemos hoje que o cérebro sempre tem um 'ponto de vista' adquirido pelo acúmulo das suas experiências passadas', afirma o pesquisador
Por Flavio Lobo São Paulo
Abrir no Link abaixo.

Quem se propõe a fazer uma breve apresentação de Miguel Nicolelis se vê diante de pelo menos dois desafios. Um deles é resumir as aspirações do neurocientista, o outro, sintetizar as suas realizações.

(No vídeo ao lado, reportagem do Fantástico aborda projeto de Nicolelis)
As metas que norteiam este médico paulistano, formado na Universidade de São Paulo (USP), que se tornou chefe de um dos mais importantes laboratórios de neuroengenharia do mundo, impressionam pela grandeza. Nicolelis busca uma nova compreensão do cérebro capaz de mudar a ideia que o homem faz de si mesmo e, ao mesmo tempo, propiciar avanços que beneficiem pessoas que sofrem de paralisia e de doenças como Alzheimer e esquizofrenia. Está decido a fomentar o desenvolvimento de regiões e populações pobres por meio da criação de polos de produção científica e de um modelo de educação que revolucione a formação básica de milhões de estudantes.

O segundo desafio ao apresentar Miguel Nicolelis é ser sucinto quanto a suas credenciais e conquistas. Autor de diversos trabalhos publicados nas mais prestigiadas revistas científicas do mundo, ele já fixou vários marcos na história das ciências do cérebro.
Globo Universidade - Você é um dos principais protagonistas de uma revolução teórica que vem mudando a forma de compreender e estudar o cérebro. Qual é a essência dessa revolução?
Miguel Nicolelis – Nos últimos 20 anos, estamos deixando de achar que o neurônio isolado, a célula isolada, é a unidade funcional do cérebro. Rompemos com a visão reducionista, de que para entender o cérebro, a gente tem que picar ele em pedacinhos. O doutor César Timo-Lária, que foi meu orientador, costumava dizer que assim você vira o especialista que sabe tudo do nada. E é a pura verdade. O pessoal achou que ia pegar o cérebro, ia cortar, chegar à proteína da sinapse, e ia explicar como tudo funciona. O neurônio é a unidade anatômica, mas para o cérebro produzir qualquer tipo de comportamento, tem que haver atividade coerente de um grande número de células, que formam um circuito neural. O cérebro, basicamente, é um sistema que produz o que ele produz como consequência de uma série de propriedades emergentes desses bilhões de neurônios que se intercomunicam. Tentar entendê-lo olhando um neurônio de cada vez é como querer entender a Floresta Amazônica examinando folha por folha. Não há como você reconstruir a floresta a partir dessas unidades porque a interação no ecossistema é muito mais complexa do que se pode perceber ao examinar a folha. Mais recentemente, em vez de ver o cérebro como um decodificador das grandezas físicas que vêm do ambiente, impactam no corpo e informam o cérebro – que então tem que gerar um código, como se fosse um computador –, estamos criando o que eu chamo de “visão relativística do cérebro”. Entendemos hoje que o cérebro sempre tem um “ponto de vista” adquirido pelo acúmulo das suas experiências passadas e o que ele faz continuamente é checar suas hipóteses, seus modelos de realidade. Estamos, portanto, substituindo uma concepção do cérebro como decodificador por uma visão do cérebro como um grande modelador, um simulador da realidade. A diferença é como do dia para a noite. Uma verdadeira revolução conceitual. Muda a forma como pensamos a nossa identidade, como corpos, seres vivos, indivíduos, e também como encaramos as doenças neurológicas. Por isso acho que vem por aí uma sequência de novas terapias para doenças neurológicas. Tratamentos que vão emergir de uma nova visão de como o cérebro opera.

GU – Você pode dar um exemplo disso, de uma nova abordagem em relação a uma doença específica?

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